AutoData - Mercedes-Benz estima crescimento de 6% a 10% em 2017
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13/01/2017

Mercedes-Benz estima crescimento de 6% a 10% em 2017

Por Décio Costa

- 13/01/2017

A Mercedes-Benz trabalha sob a perspectiva de que o mercado de caminhões em 2017 crescerá de 6% a 10%. Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas da companhia, já enxerga algum movimento e confia que recentes ações do governo trarão o investidor de volta às compras. “O ambiente de negócio está melhor. O governo sinalizou com medidas que desburocratizam o crédito e melhoram o sistema de tributos, como também anunciou novas regras do Finame, que se não são as melhores que já tivemos, pelo menos estão claras e previsíveis.”

A expansão esperada por Leoncini, porém, não se apresenta com índice suficiente para recuperar as perdas da indústria de veículos pesados nos últimos anos. Ao dividir o crescimento entre dez fabricantes de caminhões em operação industrial no País, o volume se dilui em torno de quatrocentos a quinhentas unidades a mais para cada companhia ao longo do ano. Pouco para um parque industrial com capacidade ociosa por volta de 70%. “O crescimento acontecerá de qualquer maneira. Faz diferença chegar primeiro que os outros. Não adianta mais esperar o cliente bater na porta. Colocamos muita energia para entender o mercado, para estar atento aos movimentos e, assim, levar não só uma solução, mas a solução para todo um contexto.”

Como estratégia para suportar um ambiente que ainda será marcado por volumes baixos, a Mercedes-Benz volta-se para diversas frentes, dos serviços às exportações passando pela atuação no mercado de usados. Receita, aliás, segundo Leoncini, impulsionadora dos negócios da companhia em 2016 e responsável pelo retorno da fabricante à liderança de vendas de caminhões no mercado interno.

O diretor de vendas conta que com os negócios de novos em baixa a fabricante apostou na manutenção dos veículos dos clientes. Assim, investiu nas três linhas de peças que possui – Genuína, Alliance e Remanufaturada -, resultando em uma expansão de 400% no faturamento do negócio. Na área de pós-venda também acelerou inciativas em instalar oficina na casa do cliente, “uma boa maneira de apressar o caminhão ou o ônibus para a operação”.

Diante das tantas dificuldades enfrentadas no ano passado, a Mercedes-Benz também calçou sua rede de concessionários com programa de incentivo como o Star Class, no qual a casa é classificada do bronze ao diamante sob critérios de excelências, do serviço ao treinamento. “Embora exista quem enxergue como despesa, investimento do concessionário no seu negócio é fundamental, resulta em fidelização e crescimento de market share.”

Atualmente a Mercedes-Benz possui duzentos endereços entre concessionárias plenas e pontos de serviço ou peças, sem ter precisado fechar nenhuma casa na fase mais aguda da crise do mercado de caminhões. “Houve necessidade de realocações em praças nas quais as cidades cresceram muito dificultando o acesso dos veículos, como também de flexibilizar o modelo de negócio.”

Leoncine também lembra de outro importante apoio para estimular as vendas de novos, o negócio usados. A companhia possui duas lojas Select Truck – Betim, MG, e Mauá, SP -, especializada no comércio de caminhões de segunda-mão. Ano passado as casas venderam 850 caminhões, boa parte – se não a maior – originada de parte de pagamento por novos. O diretor de vendas adianta que está nos planos ter mais duas ou três em outras regiões do País. “Paraná e Nordeste certamente ganharão as próximas ainda este ano ou no máximo em 2018.”

Se as exportações já foram foco da fabricante em 2016, os embarques continuam no radar. A empresa enviou para fora no ano passado pouco mais de 6 mil caminhões contra 4,6 mil unidades de 2015. E deve crescer mais. O diretor de vendas enxerga com muito potencial os modelos Accelo e Atego para países do continente Africano e do Oriente Médio. “Só nós produzimos o leve Accelo, um puramente nacional, que se apresente muito adequado a países com crescimento de consumo e, consequentemente, aumento de distribuição de carga. Hoje temos capacidade disponível e precisamos procurar onde podemos entregar.”


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